Projeto de esgotamento sanitário do CBHSF avança na comunidade indígena Tingui-Botó em Feira Grande (AL)

09/06/2026 - 17:21

O compromisso com a melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco ganhou mais um importante capítulo no último dia 1º de junho. O coordenador da Câmara Consultiva Regional do Baixo São Francisco (CCR Baixo SF) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Maciel Oliveira, realizou sua primeira visita técnica à comunidade indígena Tingui-Botó, localizada no município de Feira Grande (AL), para dialogar com os moradores sobre a aprovação do projeto de esgotamento sanitário contemplado pelo Edital nº 01/2024 do Comitê.


A iniciativa, inscrita pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Alagoas e Sergipe (DSEI/ALSE), conquistou a primeira colocação no edital e representa um importante avanço para a comunidade, que enfrenta desafios históricos relacionados à infraestrutura sanitária.

O encontro reuniu lideranças indígenas, representantes do DSEI/ALSE, da Associação Pindorama de Voluntariado (APV) e moradores da aldeia. Além de apresentar os próximos passos do projeto, a visita teve como objetivo ouvir as demandas da comunidade e fortalecer o diálogo entre os beneficiários e as instituições envolvidas.

De acordo com o engenheiro civil do DSEI/ALSE, Vinnícius França, a conquista do projeto é resultado de um esforço conjunto para garantir que uma demanda prioritária da comunidade fosse atendida.

“Em determinado momento, o CBHSF enfrentou uma redução de aproximadamente 30% em seu orçamento. Após um grande esforço de mobilização da diretoria e dos membros do Comitê, esses recursos foram recuperados. Diante da necessidade urgente da comunidade Tingui-Botó em relação ao saneamento, conseguimos sensibilizar o coordenador da CCR Baixo São Francisco, Maciel Oliveira, para priorizar essa proposta, por se tratar de uma demanda fundamental para a saúde e o bem-estar da população indígena”, destacou.

Durante a visita, Maciel Oliveira ressaltou a importância do contato direto com a comunidade para garantir que as ações desenvolvidas pelo Comitê atendam às necessidades reais da população.

“Este foi um momento muito importante de aproximação e diálogo. Tivemos a oportunidade de apresentar o projeto, esclarecer dúvidas e ouvir os moradores sobre suas expectativas. A receptividade da comunidade demonstra a relevância dessa iniciativa. Agora avançaremos para a etapa de contratação da elaboração do projeto executivo, que permitirá definir com precisão as soluções técnicas mais adequadas para atender a aldeia”, afirmou.

Esperança e dignidade para a comunidade

Para o cacique da comunidade indígena Tingui-Botó, Eliziano de Campos, a chegada do projeto representa um marco para os moradores, que há anos aguardam investimentos na área de saneamento.

“Recebemos essa notícia com muita alegria e gratidão. O saneamento é uma necessidade antiga da nossa comunidade e está diretamente relacionado à saúde, à dignidade e à qualidade de vida do nosso povo. Ver esse projeto avançando nos dá esperança de um futuro melhor para nossas famílias e para as próximas gerações. Ficamos felizes em perceber que nossas demandas estão sendo ouvidas e valorizadas. Agradecemos ao CBHSF, ao DSEI e a todos os parceiros que acreditaram na importância dessa ação para o nosso território”, declarou.


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Investimento em saúde preventiva

O coordenador distrital do DSEI/ALSE, Antônio Kalankao, destacou que a implantação de soluções sanitárias adequadas representa um investimento direto na promoção da saúde indígena.

“O saneamento básico é uma das ferramentas mais eficazes para a prevenção de doenças e para a melhoria das condições de vida das comunidades indígenas. Este projeto representa uma conquista importante para o povo Tingui-Botó e reforça a importância da atuação integrada entre instituições comprometidas com a saúde, a preservação ambiental e a valorização dos povos originários. Estamos muito satisfeitos em participar dessa construção coletiva que certamente trará benefícios duradouros para toda a comunidade”, ressaltou.

Próximas etapas

Após a visita técnica, o próximo passo será a contratação da empresa responsável pela elaboração do projeto executivo de esgotamento sanitário. A partir desse estudo será possível definir as soluções mais adequadas para a realidade da comunidade, considerando aspectos sociais, ambientais e culturais.

A ação integra o conjunto de investimentos apoiados pelo CBHSF para promover a segurança hídrica, a melhoria das condições sanitárias e a qualidade de vida das populações que vivem na Bacia do Rio São Francisco, reafirmando o compromisso do Comitê com o desenvolvimento sustentável e a inclusão social.


Assessoria de Comunicação do CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Deisy Nascimento
*Foto: Deisy Nascimento