PPCRA – SF: Comunidade Pankararu conheceu propostas para recuperação de microbacia em Petrolândia

01/04/2025 - 11:12

Durante a tarde do último sábado (29), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco finalizou a primeira parte do Programa de Proteção, Conservação e Recuperação Ambiental em Microbacias do Rio São Francisco (PPCRA – SF), na comunidade indígena Taboa Pankararu – Aldeia Brejinho da Serra em Petrolândia-PE. A equipe técnica da empresa Água e Solo, contratada pelo CBHSF, apresentou o diagnóstico e projetos individuais por propriedade para implementação do programa.


O encontro aconteceu na comunidade da Taboa com a presença também do coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Cláudio Ademar, e de lideranças indígenas da comunidade, como a cacique Josenilda Marques e lideranças como Francisco Manoel Assis Júnior e Jana Pankararu, além do cacique e liderança da Terra Entre Serra Pankararu.

Com o objetivo de retratar a atual situação na microbacia quanto aos problemas ambientais e socioeconômicos, o trabalho se concentrou em propor ações para adequação, considerando projetos para a comunidade como a revitalização da Bica do Brejinho, construção de um viveiro de mudas e controle de erosão das estradas. Nos projetos individuais as propostas são para o isolamento de vegetação nativa, construção de sistemas agroflorestais visando a vegetação, além da implantação de pomares e sistemas de pastagem.

A proposta é que as famílias também recebam treinamentos individualizados, onde cada família receberá duas visitas com duração de quatro horas para capacitação do uso, gestão, manutenção e execução das práticas sustentáveis propostas nas 69 intervenções. “Destacamos que a participação é voluntária. Aqueles que aceitarem deverão assinar o Termo de Aceite que é o documento que autoriza a próxima empresa a executar os serviços que serão, de igual modo, financiados pelo Comitê”, explicou o engenheiro ambiental da Água e Solo, Lucas Kehl.


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O Termo de Aceite também não envolve qualquer custo sobre o proprietário. As obras serão financiadas integralmente pelo Comitê da Bacia do São Francisco com recursos oriundos da cobrança pelo uso da água da bacia. “Desse modo, o termo apenas garante que o proprietário aceitou aquela intervenção e irá cuidar dela”, completou Lucas.

O coordenador da CCR Submédio, Cláudio Ademar, lembrou que as obras visam a recuperação do solo e a disponibilidade hídrica da comunidade. “Os serviços propostos devem atender aos principais usos da água e a importância dos mananciais, além de mapear e recuperar áreas susceptíveis à erosão. As propostas são individuais, mas, ao final, beneficiam a todos considerando que, ao tratar desses problemas, a comunidade terá uma região preservada e com condições de se recuperar”, explicou o coordenador, que ainda lembrou: “As propostas apresentadas são de extrema importância para o território estudado, mas para que elas aconteçam, as famílias precisam aceitar que as intervenções sejam realizadas. Só assim, na próxima etapa, quando iremos contratar nova empresa, o trabalho será executado”.

A ação compreendeu a entrega de quatro produtos: Diagnóstico das microbacias e Bases de Dados Geográficos; Cadastro georreferenciado de propriedades rurais; Caracterização do solo e elaboração dos Projetos Executivos Individuais por Propriedade. Os documentos também foram entregues à comunidade.

Um engenheiro da Empresa Água e Solo continua esta semana na comunidade para recolhimento dos termos de aceite.


Assessoria de Comunicação do CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Juciana Cavalcante
*Foto: Juciana Cavalcante