
O Grupo de Acompanhamento do Contrato de Gestão do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (GACG/CBHSF) se reuniu por videoconferência, na manhã desta segunda-feira (25), para debater as ações do CBHSF, que enfrenta um cenário de desafios orçamentários. A reunião evidenciou a busca por novas fontes de recursos para garantir a continuidade de projetos vitais para a bacia.
Devido à inadimplência e aos cortes orçamentários que afetaram o seu funcionamento, o CBHSF recorreu a recursos externos. A gerente de projetos da Agência Peixe Vivo, Jacqueline Evangelista, informou que projetos da carteira do Comitê foram submetidos e aprovados junto ao Fundo Eletrobrás. Esse fundo, que prevê investimentos em revitalização na bacia do São Francisco, possibilitará a execução de serviços essenciais e a proteção da bacia hidrográfica.
A medida foi elogiada pelo presidente do CBHSF, Maciel Oliveira, que classificou o valor a ser anunciado como “histórico”. Ele ressaltou a importância do trabalho em conjunto com a Agência Peixe Vivo para assegurar o volume financeiro necessário, mesmo diante dos desafios impostos pela redução de verba. “Importante destacar e agradecer ao grupo de acompanhamento pelo trabalho desempenhado, ainda mais nesse momento atípico de corte de recursos que impactou a atuação do Comitê, trazendo a necessidade de medidas de retenção, segurando algumas ações previstas e também a busca por recursos de fontes externas. Estamos na expectativa de um volume financeiro grande a ser anunciado para a bacia do São Francisco por parte da Eletrobrás, um valor histórico. Importante dizer que só conseguimos por conta do trabalho da Peixe Vivo e da atuação do Comitê”, afirmou.
Plano Integrado de Recursos Hídricos e desafios de gestão
Outro ponto de destaque na reunião foi o avanço na elaboração do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH). A equipe técnica do Consórcio RHA-ALPHA São Francisco, contratada pelo CBHSF, está elaborando a minuta do Termo de Referência para elaboração do PIRH no âmbito da atualização da Base de Dados e Informações Geoespaciais sobre Recursos Hídricos (BDIGRH).
Segundo Jacqueline, o objetivo é que o plano contemple as particularidades de cada bacia afluente, integrando-as com as ações do Rio São Francisco para que as ações sejam realizadas de forma abrangente em toda a bacia.
Apesar das boas notícias, a situação financeira do Comitê merece atenção. O repasse em 2025 foi de R$ 47 milhões, uma queda significativa em relação aos R$ 51 milhões previstos. A redução, destacada por Jacqueline Evangelista, reforça a importância da busca por fontes alternativas de financiamento.
Perspectivas para a nova gestão
A gerente de Gestão Integrada da Agência Peixe Vivo, Ohany Vasconcelos, apresentou as perspectivas e orientações do GACG para a nova gestão do CBHSF. A coordenadora do GACG, Larissa Cayres, destacou que as propostas foram elaboradas com base nas experiências e expectativas dos membros do Comitê, visando uma atuação mais eficiente e alinhada às necessidades da bacia.
O presidente Maciel Oliveira concluiu a reunião agradecendo o trabalho do grupo, que “analisou a situação de forma abrangente e auxiliou o Comitê a enfrentar os desafios causados pelos cortes de recursos. A busca por fontes externas, como o Fundo Eletrobras, foi vista como uma resposta fundamental para garantir a continuidade dos trabalhos de revitalização e preservação do Rio São Francisco”.
Assessoria de Comunicação do CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Juciana Cavalcante
*Foto: Bianca Aun