Comunidade indígena Tuxá participa de etapa de elaboração de projeto de recuperação ambiental em Ibotirama

23/10/2026 - 9:15

Reunião realizada com a Associação de Mulheres Indígenas Tuxá integra os trabalhos para elaboração do Projeto Básico Executivo de Recuperação Ambiental no município baiano


A Associação de Mulheres Indígenas Tuxá de Ibotirama, na Bahia, recebeu, no dia 16 de outubro, uma reunião para dar continuidade aos trabalhos de elaboração do Projeto Básico Executivo para Recuperação Ambiental em municípios da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

A iniciativa contempla, em Ibotirama, uma área de atuação de aproximadamente 4,5 mil hectares e teve origem em uma manifestação de interesse apresentada pela Associação de Mulheres Indígenas Tuxá de Ibotirama, em 2023.

O encontro teve como objetivo aproximar a equipe responsável pela elaboração do projeto da comunidade, promovendo o diálogo sobre o território e as demandas apresentadas para subsidiar o desenvolvimento dos estudos e a definição das futuras ações de recuperação ambiental.

A participação das comunidades desde as etapas de planejamento é fundamental para que os projetos considerem não apenas os aspectos técnicos e ambientais, mas também os conhecimentos, as características e as necessidades de quem vive no território.

Participaram da reunião Edineide Barros de Oliveira, cacica e presidente da Associação de Mulheres Indígenas Tuxá de Ibotirama; o pajé Robson Carlos; Bruno Rocha e Nadson Pitanga de Jesus Santos, representantes da TPF Engenharia/AXIA Energia; e Anselmo Barbosa Caires, membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e secretário da Câmara Consultiva Regional do Médio São Francisco (CCR Médio SF).

Planejamento para recuperação ambiental

A elaboração do Projeto Básico Executivo é uma etapa que antecede as intervenções em campo e permite identificar as características das áreas contempladas, avaliar as necessidades locais e definir tecnicamente as ações mais adequadas para a recuperação ambiental.

Em Ibotirama, o trabalho integra o Lote 02 do projeto e abrange a área identificada como EF.126-Ibotita-L2, com 4.562,58 hectares.

A construção desse planejamento em diálogo com a comunidade indígena contribui para que as futuras intervenções estejam alinhadas às particularidades do território e aos objetivos de conservação ambiental da Bacia do Rio São Francisco.

A iniciativa reforça, ainda, a importância da participação dos povos indígenas na gestão e na proteção dos recursos naturais, incorporando ao processo de planejamento a experiência e os conhecimentos das comunidades que mantêm uma relação histórica com o território e com as águas do São Francisco.


Assessoria de Comunicação do CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Mariana Martins
*Foto: Divulgação