O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), por meio da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco (CCR Submédio), participou da Oficina de Coprodução de Conhecimento para o Combate à Desertificação no Semiárido, realizada entre os dias 6 e 10 de julho, em Campina Grande (PB). O evento reuniu instituições de pesquisa, universidades, órgãos públicos e organizações da sociedade civil para discutir estratégias integradas de enfrentamento à desertificação e adaptação às mudanças climáticas.
Promovida pelo Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Universidade de Bristol (Reino Unido), a iniciativa contou com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Instituto Nacional do Semiárido (INSA).
A oficina apresentou os resultados de um diagnóstico participativo realizado junto a comunidades tradicionais inseridas na Bacia do Rio São Francisco, entre elas os povos indígenas Pankará da Serra do Arapuá e Atikum da Serra de Umã, além da comunidade quilombola de Conceição das Crioulas. O levantamento integra um projeto voltado à produção compartilhada de conhecimento para subsidiar ações de enfrentamento à desertificação no Semiárido brasileiro.
Representando o CBHSF, a CCR Submédio participou das discussões técnicas e institucionais, reforçando o compromisso do Comitê com a integração entre gestão dos recursos hídricos, produção científica e valorização dos conhecimentos das comunidades tradicionais.
O encontro também reuniu representantes de instituições de ensino, centros de pesquisa, órgãos ambientais e organizações não governamentais de diversos estados da Bacia do São Francisco e das bacias receptoras, fortalecendo o intercâmbio de experiências e a construção de soluções integradas para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Durante a programação, foram iniciadas articulações para o fortalecimento de parcerias entre o CBHSF, o INSA, a Universidade Federal de Campina Grande e outras instituições de pesquisa. Entre as perspectivas discutidas estão o desenvolvimento de estudos voltados ao monitoramento de secas, eventos climáticos extremos, gestão dos recursos hídricos e conservação da Caatinga, além da utilização de pesquisas relacionadas à validação de crédito de carbono e ao monitoramento ambiental desenvolvidas na unidade experimental do INSA.
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A participação do Comitê também abriu espaço para o diálogo com instituições de desenvolvimento regional, ampliando as possibilidades de cooperação em projetos voltados à segurança hídrica e à sustentabilidade da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
Para o CBHSF, iniciativas como essa reforçam a importância da aproximação entre ciência, gestão pública e comunidades tradicionais na construção de soluções para os desafios ambientais da bacia. A integração entre instituições de pesquisa e organismos responsáveis pela gestão das águas contribui para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficientes, baseadas em evidências científicas e na realidade dos territórios.
Assessoria de Comunicação do CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Mariana Martins
*Fotos: Divulgação