
Visando o processo eleitoral do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) que iniciou no dia 03 de março e segue com inscrições abertas até o dia 20 de maio, os membros da Câmara Técnica de Comunidades Tradicionais (CTCT) se reuniram na tarde de ontem (17) para discutir como devem contribuir e participar ativamente da mobilização das comunidades indígenas e quilombolas.
Durante a reunião, os membros propuseram estratégias que visam a mobilização das comunidades, garantindo que todas as comunidades tenham acesso ao processo e possam disputar pelas vagas disponíveis. São duas vagas destinadas aos povos indígenas, além de dois suplentes e uma para quilombolas, com um suplente. “A ideia é que os representantes de cada região que já estão no Comitê possam fazer a mobilização dos povos indígenas e quilombolas. Desse modo, acreditamos que podemos chegar a um maior número de pessoas para disputar as vagas destinadas às comunidades tradicionais. Ainda temos questões a definir e isso será feito na próxima semana, considerando que o processo eleitoral já iniciou e precisamos fazer esses encaminhamentos o mais rápido possível”, explicou o coordenador da CTCT, Uilton Tuxá.
O processo de mobilização para a eleição e renovação dos membros do CBHSF envolve todos os segmentos: Comunidades Tradicionais Quilombolas e Povos Indígenas; usuários, sociedade civil e poder público. As inscrições podem ser feitas através do site do Processo Eleitoral.
Plenárias
Previstas para os dias 8 e 10 de julho, as plenárias eleitorais dos povos indígenas e quilombolas, respectivamente, devem acontecer em Paulo Afonso e Salvador, na Bahia. “Concordo que o processo de mobilização deve ser feito pelos próprios representantes de cada região que participam e vivenciam o processo, considerando que já sabem quais são, inclusive, as comunidades que se queixam de não ter participado em processos anteriores e assim podemos garantir a democracia no processo”, afirmou Cláudio Pereira, membro da CTCT.
O coordenador da Câmara Técnica destacou que o fato de não existir um mapeamento atualizado das comunidades quilombolas pode ser um fator de preocupação e, por isso, a mobilização deve ser conduzida pelas próprias comunidades, considerando seus conhecimentos. “A questão de não termos mapeadas as comunidades quilombolas pode dificultar a mobilização e por isso precisamos pensar nesse regramento para que todas as comunidades se sintam de fato representadas”, concluiu.
Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Juciana Cavalcante
*Foto: Emerson Leite