Os primeiros 100 dias da nova gestão do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), sob a presidência de Cláudio Ademar, foram marcados por uma intensa agenda de “pé na estrada” e diplomacia institucional. O objetivo central é claro: tirar a revitalização do papel e integrar todos os atores que compõem a bacia, desde os comitês de afluentes até organismos internacionais.
Para Cláudio Ademar, os primeiros 100 dias da nova gestão foram dedicados a estreitar laços com quem já atua na bacia e abrir portas onde o Comitê ainda não tinha voz. “Essa nova gestão buscou cumprir nos 100 primeiros dias um calendário de visita técnica, estreitando os laços com as instituições que são ou poderão ser parceiros nas ações de proteção e de revitalização do São Francisco. E quando falo São Francisco, falo de toda a bacia: com seus afluentes, seus povos, suas culturas, tradições e explorações econômicas”, destaca o presidente.
Articulação de alto nível: Do Governo Federal à ONU
A nova gestão conseguiu avanços significativos no diálogo com o Governo Federal e instituições de fomento, buscando destravar recursos e acelerar obras:
- Casa Civil e Fundo Eletrobras: Aproximação estratégica com o ministro Rui Costa para dar celeridade à execução das ações de revitalização com os recursos oriundos da privatização da Eletrobras, agora Axia.
- Parceria inédita com o PNUD: Pela primeira vez, o Comitê foi recebido pelas Nações Unidas (PNUD), criando canais para projetos de cooperação internacional.
- Aproximação com o BNDES: O presidente destaca como “promissora” a nova relação com o banco, um parceiro histórico que se volta para as necessidades do Velho Chico.
- Diálogo Ministerial: Reuniões com a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e o presidente da Codevasf reforçaram a integração política necessária para a saúde do rio.
Diálogo aberto junto à Casa Civil e ao BNDES apresentam-se como avanços importantes nestes primeiros 100 dias
Protagonismo na COP30
A participação do CBHSF na Cúpula do Clima em Belém foi um divisor de águas. O Comitê não apenas esteve presente, mas ofereceu um espaço democrático para seus membros. “Tivemos uma participação na COP que considero bastante efetiva e produtiva. O São Francisco ofereceu um estande para parceiros e membros, sem distinção, dando oportunidade a todos de mostrarem seus trabalhos”, afirma Ademar.
O estande do CBHSF funcionou durante os 10 dias de evento na Green Zone, e possibilitou diálogos importantes com entidades nacionais e internacionais, além de abrir portas com bancos nacionais, Governo Federal e entidades diversas com a Associação de Produtores de Crédito de Carbono e o Fórum Brasileiro de Mudanças do Clima com a parceria firmada do Mutirão pelo São Francisco.
Olhar para os Afluentes e a Nascente
A gestão reforçou que o São Francisco não é apenas a sua calha principal. Visitas à nascente e encontros com comitês afluentes em Minas Gerais marcaram a estratégia de integração sistêmica. Ademar enfatiza que trabalhar em conjunto com os afluentes é vital para a sobrevivência do rio principal.
O Que vem por aí: Planejamento 2026
Com o encerramento dos primeiros 100 dias, o foco agora se volta para o futuro imediato com a realização já em Janeiro de 2026 de uma reunião de planejamento estratégico, prevista para a segunda quinzena do mês. Além disso, com foco permanente em resultados, o Comitê busca, agora, a transição da fase de diálogo para a fase de execução concreta. “Estamos buscando promover uma integração do São Francisco com os parceiros para revitalização. Eu acho que esse é o grande norte agora para essa gestão”, finaliza o presidente.
Assessoria de Comunicação do CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Juciana Cavalcante
*Fotos: João Alves; Leo Boi; Gilka Resende; Divulgação – Casa Civil





