Nova gestão da Câmara Técnica de Planos, Programas e Projetos

Ana Catarina Pires de Azevedo Lopes coordena a CTPPP pela segunda vez e já possui uma equipe integrada

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Texto: Vitor Luz e Fotos: Edson Oliveira

Por trás de todos os projetos que envolvem o rio São Francisco existe uma equipe de profissionais especializados que pensam, organizam e executam as ações que primam pela preservação e perpetuação do meio ambiente. Eles integram a Câmara Técnica de Planos, Programas e Projetos (CTPPP), que pela segunda vez está sendo conduzida pela gestão da engenheira civil, Ana Catarina Pires de Azevedo Lopes.

A CTPPP tem suas atribuições definidas pela deliberação nº28/2005. É uma instância colegiada e foi criada com a responsabilidade de analisar, apresentar propostas e examinar matérias de cunho técnico-científico, priorizando sempre a análise de estudos e propostas, de modo a contratar projetos eficientes visando subsidiar decisões de plenárias e garantindo uma boa aplicação dos recursos da Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos.

A CTPPP é composta por técnicos indicados por membros titulares do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), com experiências diversas, comprovadas e das mais diversas áreas de atuação, além de contar com professores, representantes de associações e institutos, como: Federação dos Pescadores do Estado de Alagoas (FEPEAL), Associação dos Fruticultores da Adutora da Fonte (AFAF), Associação dos Condutores de Visitantes de Morro do Chapéu, Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Organização Sociocultural Amigos do Turismo e do Meio Ambiente (OSCATMA), Consórcio dos Municípios do Lago de Três Marias (COMLAGO), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Diamantina, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Alagoas  (CREA/AL), Instituto Ecoengenho, Ordem dos Advogados do Brasil  (OAB/SE), Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Sergipe (SEMARH/SE) e Ministério do Meio Ambiente (MMA). 

Nova Gestão

Ana Catarina Pires possui formação em Engenharia Civil e é especialista em Engenharia da Qualidade e Gestão de Recursos Hídricos. Já coordenou a CTPPP no passado e acredita que só é possível construir um caminho se a equipe souber onde precisa chegar. Foi por meio da discussão da Deliberação nº 28 que o caminho dos novos integrantes da equipe começou a ser trilhado. “Após verificar que a maioria estava na CTPPP pela primeira vez, o melhor seria unificar a linguagem, então começamos a discutir a Deliberação nº 28 como uma das nossas primeiras atividades, o que permitiu com que hoje todos os membros da Câmara saibam o que fazer e como poderão ajudar nas discussões, cada um dentro de sua área de conhecimento”, afirma a engenheira.

Uma das maiores prioridades da gestão da CTPPP é seguir à risca e de forma sistemática todas as ações pontuadas no Plano de Bacia, já bastante discutidas durante a elaboração da revisão do Plano, restando agora a sua implementação. Uma das estratégias encontradas por Catarina para conduzir os trabalhos foi a utilização das “Fichas de Implementação de GT”, que foram concebidas utilizando as informações do caderno de investimento e separadas por eixo de atuação. As fichas visam organizar as atividades e possibilitar a definição e distribuição de responsabilidades entre os membros da Câmara.

Passado não tão distante

Há três anos Catarina pode participar de todo o processo de atualização do Plano Decenal da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco (2004 até 2014) e de sua revisão (2015 a 2025). Tal construção coletiva foi um processo desafiador, que permeou discussões sobre a confecção do Termo de Referência, do edital, passando pela análise das propostas das empresas, depois pela contratação da empresa e finalmente acompanhando as etapas de aprovação e análise de cada produto entregue. “Foram tempos muito puxados, densos e tensos. Muitas vezes tive vontade de desistir, mas com muito trabalho e determinação conseguimos finalizar o Plano da bacia. Hoje nosso maior desafio é efetivá-lo e cumprir o que foi definido”, confessa Catarina. “Todas as CTs são importantes para dar funcionalidade ao CBHSF. A CTPPP, ao meu entender, terá que definir uma ação mais efetiva junto as CCRs e as outras Câmaras para que as energias não se dissipem e consigamos na travessia do tempo navegar e equilibrar os interesses diversos que a questão dos recursos hídricos impõe. Espero que consigamos juntos enfrentar com mais leveza os desafios de implementar um Plano de bacia”, finaliza.



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Publicado em sexta-feira, 11 de agosto de 2017