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12/04/2019

Vila ecológica em Morro do Chapéu apresenta modo de vida sustentável


É no município de Morro do Chapéu, na comunidade do Alto do Timbó que vivem 15 famílias com um exemplo de vida sustentável. O assentamento Vila Ecológica Cotiguara existe desde 2005 e hoje é um dos pontos de visitação na região da Chapada Diamantina que oferece inúmeros atrativos ecológicos e que inspiram o cuidado com o meio ambiente. Foi nessa localidade que parte dos membros da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco estiveram para conhecer de perto as experiências vivenciadas pelas famílias.


De acordo com uma das moradoras, Sara Goes da Silva, a comunidade busca alternativas sustentáveis, desde o manejo da terra até o uso da água que é consumida. A localização escolhida, segundo Sara, indicava abundância de água no subsolo, mas a realidade mostrou o contrário e hoje, passados quase 15 anos de existência da comunidade, seus moradores dispõem de apenas mil litros de água por dia, que são distribuídos entre as famílias.

“O assentamento nasceu de um projeto de combate a pobreza rural em 2005, com financiamento que subsidiou a construção das casas. A ideia sempre foi construir de forma ecológica. Mesmo não conseguindo construir do modo exato que queríamos foi possível, através da Associação Santa Monica, que dispõe de máquina pra produção de tijolo ecológico, reduzir o custo. Foram menos 12 sacos de cimento”, afirmou.

A vila conta com uma área de 119 hectares, onde 5 hectares são de uso individual. Todo o restante da área é coletiva e conta com pastagem, área de preservação e área permanente legal.


Veja as fotos da visita: 


Usos da água

Com um modo de vida sustentável, a comunidade faz uso de técnicas que possibilitam o reuso da água, dispondo também de fontes de armazenagem como cisternas. O manejo adequado da água é vital para que as famílias consigam produzir todo o alimento que necessitam para o consumo próprio e para a produção de algumas culturas que servem como um reforço na renda das famílias, como hortaliças, frutas e plantas ornamentais.

Na mesma localidade também se desenvolve a apicultura, uma fonte de renda extra, além da produção de conservas. “Conhecer esse espaço é importante porque mostra como é possível viver de modo sustentável, respeitando os nossos recursos naturais, além de servir de incentivo a demais outras comunidades, onde essas experiências podem ser replicadas”, afirmou o coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Julianeli Lima.

 

Assessoria de Comunicação CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Texto: Juciana Cavalcante
Fotos: Juciana Cavalcante

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