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17/05/2019

Representante da EMATER apresenta iniciativa de alocação negociada de água na bacia do rio Jardim


Agrônomo Marconi Borges descreveu a metodologia que evitou perda de área de cultivo e prejuízos para agricultores da região.


Durante a XXII Plenária Extraordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), na manhã desta sexta-feira (17), em Brasília, foi realizada apresentação sobre a metodologia de monitoramento e conciliação para o uso de água por irrigantes na bacia hidrográfica do rio Jardim, pelo representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater), o extensionista rural e agrônomo Marconi Moreira Borges.

Intitulada “Alocação negociada de água na bacia do rio Jardim”, a apresentação de Borges mostrou que a região vivenciava um crescimento desordenado da área irrigada e excedeu a capacidade de recursos hídricos. O conflito entre os agricultores locais para o uso da água era eminente. Houve intervenção de serviços públicos, em especial da Extensão Rural da Emater-DF, que prestou apoio para a organização dos produtores e planejamento do plantio com alocação negociada da água.

Nas áreas cultiváveis do rio Jardim estão distribuídos 25 produtores em 4.650 hectares. A Emater promoveu reuniões com a comunidade para fazer levantamento de intenção de plantio e da necessidade de água para dimensionar seu uso. Foi elaborado um calendário de rodízio para uso da água que passou por feitos ajustes das datas de plantio e redução da área plantada, para adequação à disponibilidade hídrica.

“No começo isso foi complicado porque não havia dados de vazão. A única alternativa foi pegar o barco, o equipamento e medir. Houve críticas de que não se tratava de vazão média e que era necessária uma série histórica. Mas só havia os dados coletados”, comentou o agrônomo da Emater.

Borges informou que o sistema de monitoramento e conciliação garantiu a vazão mínima dos córregos, evitou a perda de 3.700 hectares de área de cultivo por falta d’água e de recursos de R$ 12.950 milhões. E, o mais importante, suprimiu conflitos diretos entre produtores.


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Assessoria de Comunicação CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Iara Vidal
*Fotos: Ricardo Botelho

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