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01/02/2019

Presidente do CBHSF está em Minas Gerais, acompanhando os desdobramentos da tragédia da Vale


Em uma ação conjunta CBHs se unem para fortalecer o coro em prol da justiça para as vítimas e pela recuperação do meio ambiente


Ouça o podcast com o relato do presidente:


O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) se uniu aos Comitês da Bacia do Rio Paraopeba e do Rio das Velhas em solidariedade ao povo de Minas Gerais, sobretudo às famílias das vítimas do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, município de Minas Gerais. O presidente do Comitê, Anivaldo Miranda, e o coordenador da CCR Baixo São Francisco e membro da Diretoria Colegiada, Honey Gama, estão em Belo Horizonte, acompanhando de perto o desdobramento dos fatos, participando de reuniões com autoridades públicas e realizando visitas ao local da tragédia.

“Viemos prestar nossa solidariedade e solicitar ao poder público que se empenhe ao máximo para salvar vidas, para abrigar pessoas desabrigadas, para ressarcir o mais rápido possível aqueles que sofreram perdas materiais. Em segundo lugar, viemos acompanhar diretamente a evolução da pluma de rejeitos no leito do rio Paraopeba”, afirma Anivaldo Miranda.


Encontro com secretário de meio ambiente de Minas Gerais
Coletiva de imprensa e visita técnica à região impactada


De acordo com Anivaldo, que esteve reunido no dia 29 de janeiro, com o secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, Germano Vieira, e com a diretora do IGAM, Marília Melo, essa evolução está sendo constantemente monitorada por um trabalho conjunto da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), da Agência Nacional de Águas (ANA), e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). “Durante a reunião, nós reivindicamos que todas as informações referentes às análises da qualidade da água do rio Paraopeba fossem reportadas aos comitês de bacias, no que fomos prontamente atendidos. Os órgãos estão disponibilizando em seus sites as análises que vem sendo feitas, de forma transparente”, conta Miranda.

Na última quarta-feira (30), foi realizada visita técnica em conjunto com os CBHs do Rio Paraopeba e do Rio das Velhas, e que também contou com a presença do presidente do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH), Hideraldo Bush, aos locais mais impactados pelo rompimento da barragem. “Daremos todo apoio ao CBH Paraopeba para que ele seja incluído em todos os grupos de trabalho emergenciais criados pelos governos estadual e federal, de acompanhamento da crise, e lutaremos para que o colegiado também participe do pós-evento, do debate de todas as medidas que serão tomadas para o processo de recuperação hidroambiental do corpo hídrico afetado”, declarou Anivaldo.


Manifestação da sociedade civil na Assembleia Legislativa de MG
Reunião no Ministério Público Federal – Reunião Plenária do CBH Paraopeba


Ontem (31), em reunião plenária do CBH Paraopeba, o presidente do CBHSF disse que solicitou, conforme anunciado no site do Comitê, que a Agência Peixe Vivo (APV), delegatária do CBHSF, facultasse ao CBH Paraopeba toda ajuda possível, dentro dos limites da legalidade, visto que o CBH Paraopeba ainda não tem cobrança pelo uso da água. Durante a plenária, Miranda propôs que se firmasse um Termo de Cooperação entre os dois colegiados, “porque aí sim nós poderemos, com os recursos da nossa cobrança, ajudar o Paraopeba nesse sentido”, ressaltou.

Cumprindo uma agenda lotada, o presidente participou hoje (01/02) de reunião no Ministério Público Federal, em Belo Horizonte, com o Promotor de Justiça da Bacia hidrográfica do Rio São Francisco, Dr. Francisco Chaves Generoso, onde discutiram estratégias para a recuperação da bacia hidrográfica do Rio Paraopeba. Em seguida, Miranda integrou uma manifestação da sociedade reivindicando justiça no caso da tragédia.


Assista ao vídeo sobre o rompimento da barragem:


Na segunda-feira (04/02), haverá uma reunião em Felixlândia, município mineiro próximo à barragem Retiro Baixo, com os prefeitos da região do entorno de Lago de Três Marias, usuários das águas, sociedade civil e outros segmentos para tratar do caso específico do Lago de Três Marias. “Nós vamos desde já, solicitar principalmente da ANA e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), para que levantem as séries históricas da análise das águas do lago de Três Marias antes que a pluma chegue lá para podermos ter uma ideia do antes e do depois”, disse Anivaldo. Segundo ele, há uma imponderabilidade entre o pior e o melhor dos cenários. “O melhor cenário é esperar que o rio Paraopeba consiga dissolver ao máximo essa pluma de rejeitos. O que vai ajudar no sentido positivo é não haver chuvas, o que é um paradoxo, porque essa é exatamente a época em quem a gente deveria estar torcendo para ter muita chuva”.


Confira as fotos:


 

Asssessoria de Comunicação CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
Texto: Mariana Martins – Fotos: Michelle Parron/Robson Oliveira/Léo Boi

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