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15/05/2019

Presidente do CBHSF destaca importância de plano de segurança para barragens do rio São Francisco e afluentes


Anivaldo Miranda fez o encerramento do seminário realizado na Câmara dos Deputados.


O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) está promovendo nesta quarta-feira, 15 de maio, em Brasília (DF), o Seminário Segurança de Barragens da Bacia do Rio São Francisco. O evento está sendo realizado em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, no Plenário 2.

No encerramento da primeira etapa do o Seminário Segurança de Barragens da Bacia do Rio São Francisco, realizado na Câmara dos Deputados, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, falou sobre a importância de promover debates sobre os múltiplos usos da água. Ele destacou, porém, que crimes como o rompimento da barragem de Brumadinho fazem também vítimas que não têm voz: as plantas e os animais.

“A contabilização dos danos ao meio ambiente precisa estar no mesmo plano de importância dos danos causados à espécie humana. Os danos na economia e na vida social, ressalvadas as perdas de vidas humanas, podem ser restaurados. Mas os danos ao meio ambiente são irreversíveis”, alertou. Miranda comentou que o Brasil é signatário da Convenção Mundial da Biodiversidade. Porém, a cada ano, a sociedade brasileira tem a liberdade de matar até um rio, como foi o caso do Doce.

Segundo o presidente do CBHSF, o colegiado defende que a situação da segurança de barragens deve ser avaliada sob dois cenários: o que ocorreu e o futuro, que ele destaca ser o mais importante. Ele destaca que o rio São Francisco não tem plano B e é a única possibilidade de disponibilidade hídrica para o semiárido brasileiro, o que representa 70% da disponibilidade da região Nordeste e também atende o norte de Minas Gerais. “Portanto, tem que ser tratado com absoluta prioridade neste contexto de mudança de cultura, de legislação e de mentalidade quanto ao risco de atividades que utilizam barragens”, ressalta.

“O rio São Francisco precisa estar a médio prazo absolutamente seguro de que não vai se transformar no próximo rio Doce. Se isso acontecer, quebra o Brasil pelo meio. Imaginem uma situação em que a água do São Francisco não esteja disponível para abastecimento humano, sem falar nos outros tipos de uso”, finalizou.


Veja as fotos da parte da manhã do evento:


 

 

Assessoria de Comunicação CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Iara Vidal
*Fotos: Ricardo Botelho

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